Cânion do Palanquinho

Cânion do Palanquinho uma das grandes belezas naturais de Caxias do Sul

Gratuito

 Ainda não tem estrutura para atender os visitantes, mas é possível acessar o local.

A distância do Centro de Caxias até Cânion é de 68km. Siga pela Rota do Sol até Vila Seca, dobre a esquerda até Criuva. A partir de Criúva são 18Km até Palanquinhos. Em São Jorge da Mulada pegue a direita, passe em frente ao Memorial Bertussi e siga mais 9Km, haverá 3 encruzilhadas com placas indicando a Unidade de Conservação Palanquinho (UC). Estacionar na entrada e seguir a pé até a beira do cânion. Acesse o Link localização aqui antes de sair. 

É indicado que a visitação seja feita na companhia de guias. A Criúva Operadora tem serviço de guia e passeios no local

 



Contato: (54) 3267-8010

O Monumento Natural Palanquinho é um espaço de mata nativa, com um cânion de rara beleza

Espaço belíssimo e detentor de uma vasta mata nativa, o Monumento Natural Palanquinho, localizado no distrito de Criúva, foi recentemente transformado em Unidade de Conservação, pela Prefeitura de Caxias do Sul. A formação, considerada o maior patrimônio natural do município, surgiu a partir do mesmo evento geológico que deu origem aos cânions de Itaimbezinho, em Cambará do Sul, há mais de 120 milhões de anos. A fenda tem entre 25 e 30 metros de largura e uma profundidade de 82 metros. Apesar dela ser visível por apenas dois quilômetros em linha reta, análises geológicas feitas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) indicam que ela se estende por cerca de 27km abaixo do chão. Lá no fundo, correm as águas do Arroio Sepultura.

No total, a área do monumento natural é composta de 230 hectares: 126 deles foram comprados pelo município, 15 foram adquiridos por meio de medida compensatória e os 87 hectares restantes de campo e mata nativa no entorno do cânion foram doados ao município pela empresa Hidrotérmica S.A. - que construiu as pequenas centrais hidrelétricas Criúva e Palanquinho, no Rio Lajeado Grande - como forma de compensação ambiental pelos empreendimentos.

Apenas essa área de 87 hectares fica aberta à visitação do público. Hoje, não há qualquer infraestrutura para receber visitantes. Para chegar ao cânion é preciso percorrer mais de 20km de estradas de chão e passar por uma trilha aberta no campo. No futuro o cenário deve mudar. 

Apesar de não haver o projeto pronto, algumas estruturas devem ser obrigatórias: trilhas, banheiros, espaços para alimentação e para exibição de documentários sobre o Palanquinho. Dos 230 hectares que compõem a área, uma parte é destinada à visitação e outra para pesquisa.

Há opções variadas de trilhas, desde aquelas que exigem pouco esforço até as de pura adrenalina, sendo necessário um esforço mais intenso. A duração delas varia de 20 minutos até 8 horas, dependendo do seu gosto e da sua vontade. A capacidade mínima e máxima de pessoas também vai variar de acordo com a trilha escolhida.

História indígena em sítio arqueológico

Na área do Monumento Palanquinho também está localizado um importante sítio arqueológico, descoberto em julho de 1966 pelo arqueólogo Fernando La Salvia, na propriedade de José Viana Rodrigues Barrote. Conforme registros do livro Patrimônio Arqueológico de Caxias do Sul, de Rafael Corteletti, La Salvia encontrou uma pequena gruta de 20 metros de boca por dois metros no ponto mais profundo. A estrutura, onde existiam ossadas de índios, está situada junto a um córrego que flui para o Arroio Caixão, afluente do Arroio Palanquinho, e desemboca no Rio Lajeado Grande. Oficialmente, o sítio está catalogado para fins turísticos como RS-124 Cxs.

Conforme a bióloga da Semma, Vanise Sebben, havia o costume entre os índios de envolver os cadáveres com algum material (como couro, por exemplo) e depositá-los junto a algum fluxo de água, uma vez que havia a crença de que a água purificava a alma do morto.

Durante a inspeção acompanhada por Corteletti em 2006, foram encontradas na superfície das pequenas furnas naturais posicionadas no fundo da gruta um talhador bifacial, dois fragmentos de cerâmica brunida da tradição Taquara e um vestígio ósseo humano que se assemelha à falange de um dedo do pé.

 

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