Centro Cultural Moinho da Cascata

Sede do Grupo UEBA
produtos Notáveis

Contato: (54) 3028-8192

Através da arte, o prédio não só continua vivo e relevante, como também ganha papel na vida do cidadão caxiense. Antes um prédio industrial fechado, hoje o Moinho abre suas portas para a cidade, convidando seus habitantes não só a conhecê-lo como uma peça em um museu a céu aberto, mas também a experimentá-lo e torná-lo parte de suas vidas.

Além disso, o teatro transforma o ambiente e a visão do espectador, tornando cada visita ao Moinho uma experiência nova e única. A aliança entre o Moinho da Cascata e o Grupo Ueba Produtos Notávies é simbiótica e valiosa. Tanto para a preservação da tão rica história do sítio como também para a população caxiense, que é cotidianamente presenteada com belos espetáculos teatrais tendo o Moinho como seu palco principal.

 

Conheça a História do Moinho da Cascata  - Grande marco para o desenvolvimento de Caxias do Sul

Desconhecido - Arquivo Histórico Municipal João Spadari AdamiA história do Moinho da Cascata começou com a chegada do Cav. Aristides Germani no então Campo dos Bugres, atual Caxias do Sul, em 1885. Italiano, Germani aprendeu o ofício de triticultor ainda em sua terra natal e trouxe o conhecimento para o Brasil. Em 1891, após ter trabalhando em outros moinhos aqui, adquiriu a cascata do então Arroio Marquês do Herval (atual rio Tega). No terreno, Aristides construiu um barracão de madeira, substituído posteriormente, no ano de 1905, pela atual edificação em pedra basalto e tijolos de barro que, segundo relatos, foi erguida em três etapas, sendo a primeira delas a porção central do moinho.Com quase 1.000m², se divide em três pavimentos, com o porão de pedras completamente intacto, influência da arquitetura regional italiana, e o restante em alvenaria de tijolos cerâmicos aparentes, influência da arquitetura industrial europeia. 

A cachoeira possibilitou realizar o projeto de criar o primeiro moinho elétrico da região, "tornando aquele estabelecimento o centro irradiador da cultura e industrialização de trigo no Brasil".

A lavoura de trigo no Brasil com finalidade comercial começou efetivamente no Rio Grande do Sul. Quando Germani chegou, poucos agricultores plantavam trigo na região colonial devido à escassez de moinhos, e os moleiros usavam farinha importada, mas principalmente trabalhavam com milho e centeio. Germani iniciou uma campanha para mudar essa situação e, em 1887, o padeiro Antônio Moro trouxe sementes de trigo do Uruguai e as distribuiu para os colonos, transformando a cidade em mercado fornecedor para padarias de Bento Gonçalves e São Sebastião do Caí. Germani ensinou aos colonos as técnicas de plantio e combate a doenças, bem como a maneira de limpar e armazenar os grãos. Também buscou sementes na Argentina e estimulou o cultivo de trigo em Guaporé, Erechim e Passo Fundo, cujos agricultores lhe mandavam a produção para beneficiamento. Foi ele o primeiro a produzir em grande escala farinha de trigo inteiramente nacional. Em 1906 instalou uma rede de telefonia privada para conectar sua empresa ao centro urbano.
 
O Moinho da Cascata funcionou como único moinho de trigo do estado por longo periodo. Em meados de 1921, Germani comprou um grande terreno no bairro São Pelegrino, onde construiu um palacete para morar e um outro moinho, ainda maior que o outro. Localizado junto à estação ferroviária, ficava facilitado o escoamento do produto. Sua produção nesta época chegava a 500 sacos de farinha por dia, comparando-se aos maiores moinhos brasileiros. Seu produto tinha qualidade nitidamente superior à média da região, tornando-se uma referência e ganhando diversos prêmios e medalhas em exposições no Brasil e no exterior. Após a mudança, toda a estrutura foi desativada e o moinho começou a ser utilizado como um depósito. Depois disso, durante décadas ficou abandonado.

Nos seus últimos anos, abriu novos e grandes moinhos em Porto Alegre e Cachoeira do Sul. Em 1940, naturalizou-se brasileiro e, no mesmo ano, incorporou como sócios plenos seus filhos Alfredo, Pedro, Roberto, Ernesto e Italo, quando a empresa passou a oferecer produtos diversificados, incluindo biscoitos e massas, com marcas que ficaram famosas.
Seu falecimento em 1941 foi muito sentido em Caxias e gerou matéria de capa do jornal A Época, recebendo elogiosos obituários, onde foi descrito como um dos nomes mais representativos da cidade, sendo enfatizados seu profundo conhecimento técnico, sua inteligência, sua vida de dedicação ao trabalho, seu caráter honrado e o largo conceito que granjeara não somente na cidade, mas no estado e no país. Teve 16 filhos com a esposa Maria Mainardi, dos quais sobreviveram a ele Alfredo, Angelina, Ida, Hermelinda, Ignês, Pedro, Roberto, Ernesto, Olga, Rosinha e Ítalo. Foi biografado em 1939 por José Cândido de Campos Netto (O cavvaliere Aristides Germani) e hoje ele empresta seu nome a uma escola.  

Os terrenos e os prédios do Moinho da Cascata e o moinho junto a Estação Férrea no bairro São Pelegrino foram adquirido pelo grupo Tondo em 1997, atuais proprietários. Em 1998, a empresa, a marca, os produtos e as unidades de Germani fora de Caxias foram incorporada ao conglomerado industrial Francisco Stedile e passaram a se chamar Germani Alimentos Ltda. Em 2015, foram adquiridas pelo grupo Dallas de MS.

O Moinho da Cascata e o moinho junto à estação Férrea foram tombados em 2002 pelo Patrimônio Histórico do município, e suas características originais não podem ser modificadas.

Um grupo de teatro resolveu não só resgatar toda a história e a vida do Moinho da Cascata, como também trazer a cultura e escrever uma nova etapa de ocupação do local. A Ueba Produtos Notáveis tem ali a sua sede e transformou o espaço em um Centro Cultural aberto ao público.

 

Fotos:  Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami autor desconhecido 

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