Nosso Galpão, Casa Verde e Criúva Operadora

CASA VERDE, NOSSO GALPÃO E CRIÚVA OPERADORA -  Casa Verde -  local receptivo da agência e restaurante que serve café da campeiro e almoço para os visitantes que fazem parte dos roteiros. Espaço Nosso Galpão - local amplo em meio à natureza, com opções de atividades de aventura, réplica de casa indígena, restaurante rústico com fogão campeiro usado para jantares e demais ações da operadora. Criúva Operadora - organiza roteiros e recebe visitantes para diversas experiências diferenciadas na região. Um dos destaques é a Caminhada Noturna com Jantar na Mata. 

Localizados em Criúva

Todos os serviços são oferecidos mediante reserva (Devido à pandemia, consulte disponibilidade de dias, horários e modelo de funcionamento)

Contato: (54) 9917-85622

Instagram.com/criuvaoperadora/

www.criuva-operadora.negocio.site



Criúva Operadora: muito mais do que atividades turísticas

A Caminhada Noturna na mata vai entrar para os seu rol de momentos inesquecíveis

 

Começamos esse texto convidando você a adotar conosco uma interpretação especial. Sempre que ler Criúva Operadora, o nome do negócio que vamos apresentar, pense que se trata, na verdade, de uma experiência que vai muito além do que uma operadora de turismo oferece. Passar um dia, ou um fim de semana, na companhia da equipe é muito mais do que fazer passeios. É muito mais do que conhecer lugares. É muito mais do que comer bem. É muito mais do que participar de uma aventura. Trata-se, na verdade, de viver momentos inesquecíveis.

Isso acontece porque ao conversar com Guadalupe Traslatti Pante, a responsável pela Criúva Operadora, você percebe logo o quanto o que ela faz vem do coração, resultando em momentos únicos. Então, para explicar o que você pode viver ao lado dela, vamos dividir esse texto em partes. Começamos pela Casa Verde, passamos pelo Nosso Galpão e terminamos com a incrível Caminhada Noturna com Jantar na Mata. Acompanhe e venha conosco nesse roteiro incrível.

A Casa Verde é um restaurante que está ligado diretamente à vida dos pais de Guadalupe. Átila Raimundo Pante e Claudia Maria Traslatti casaram-se e foram morar em Criúva. Trabalhavam com agricultura e pecuária. Em 1996, surgiu a oportunidade de alugar um restaurante que ficava em frente à residência. E eles encararam o desafio. “Meus pais ficaram ali um ano e, então, fizeram um empréstimo para construir o Restaurante Casa Verde. Nós éramos adolescentes e ajudávamos, mas quando você mora no interior, acha que o legal é viver na cidade”, conta ela. Porém, com Guadalupe, essa máxima não se confirmou completamente. Ela se apaixonou pela possibilidade de receber pessoas e falar sobre o distrito. Cursava faculdade de Turismo em Caxias do Sul e esperava ansiosamente o fim de semana para voltar a Criúva.

Dali para frente, já se imagina o que aconteceu. O gosto pelo turismo fez a experiência gastronômica do Casa Verde crescer. Em 2000, a família passou a fazer parte de um projeto do Sebrae para o turismo rural e, no ano seguinte, Guadalupe foi emancipada pelos pais para se tornar sócia da Criúva Operadora. “Foi dia 19 de abril de 2001”, lembra. Há 20 anos, ela é uma das principais incentivadoras e promotoras do turismo em Criúva. Ajuda outros estabelecimentos, recebe as pessoas, inventa atrações; tudo ao lado da mãe, Claudia, a condutora dos visitantes.

Uma das principais novidades, criada por Claudia, foi a Caminhada Noturna com Jantar na Mata. Mas antes de falar dela, vamos explicar o que é o Nosso Galpão, um segundo negócio de gastronomia vinculado à Criúva Operadora. O Casa Verde oferece café da manhã e almoço aos visitantes. Por um tempo, as atrações eram sempre durante o dia, mas aí surgiu a caminhada noturna. O problema era que quando chovia, não dava para fazer, e aí Guadalupe precisava oferecer o jantar em um lugar fechado. “Não dava para levar as pessoas novamente para o Casa Verde, porque elas já haviam comido por lá de manhã e ao meio-dia. Então criamos o Nosso Galpão”, explica.

Esse lugar também chega carregado da história da família. Trata-se, realmente, do galpão da família, onde por muito tempo Átila e Claudia alimentavam o gado. “Meus pais trabalharam com pecuária por anos. Depois que pararam, o galpão do sítio ficou lá parado. Então colocamos um piso, um fogão campeiro e, desde 2005, quando surgiu a caminhada noturna, é um lugar para jantar em dias de chuva ou sem trilha”, explica.

O espaço mantém as características do galpão da família, e essa autenticidade faz parte das crenças de Guadalupe. Quando conversa com proprietários de outros estabelecimentos, como o bolicho onde os visitantes podem provar uma cachaça de guamirim, por exemplo, ela faz questão de pedir para que nada seja alterado. “Temos lugares autênticos, simples, que mostram exatamente a cultura local. Avisamos aos visitantes que venham preparados para absorver isso. Não descaracterizamos nada, apenas tornamos os lugares adequados para receber. As pessoas gostam de chegar e ver como é a vida aqui no interior”.

Depois de curtir atividades diurnas pelo distrito, há a possibilidade de encarar a Caminhada Noturna com Jantar na Mata. E, aqui, a experiência se torna inusitada e muito tocante. Essa história começa com a ideia, em 2005, de levar visitantes para jantar no meio do mato. O grupo se dirigia até um ponto e comia lá. Mas sabemos que, muitas vezes, é o próprio cliente quem dá o insight para a melhoria de um serviço. E foi isso que aconteceu. "Num dos jantares, tinham dois rapazes que estavam no Exército. Eles eram do Nordeste do Brasil. Falaram que a trilha era parecida com uma atividade em que precisavam passar por áreas alagadas e mata fechada segurando apenas um fio guia. A minha mãe ouviu isso, olhou para mim e para o meu pai e falou: ‘eu vou fazer essa atividade aqui. as pessoas vão chegar ao jantar pelo fio’”, relata Guadalupe.

Por mais inovadora ou assustadora que a ideia parecesse, Claudia não desistiu. E assim nasceu a Caminhada Noturna com Jantar na Mata. No fim de semana seguinte, já havia um fio de arame que era do parreiral do casal esticado da entrada da mata até o local do jantar. E Claudia convidou amigos para testarem. O resultado: alguns adoraram, outros acharam que era loucura. “Um amigo nosso cardiologista perguntou: ‘vocês querem matar quantos?’. Outro respondeu: ‘você é muito fresco'"”, diverte-se Guadalupe. Até hoje, ninguém morreu e nem há perspectiva de isso acontecer. Há segurança completa e a experiência é incrível. Você não pode levar lanterna e nem usar o celular. Coloca a mão no arame e, sozinho, anda pela mata por cerca de sete a oito minutos até o ponto do jantar, que está iluminado por uma fogueira. “É somente você e a natureza, no silêncio, com a luz apenas da lua e das estrelas, semelhante a um momento de meditação”.

Deu tão certo, que essa é a atração que a Criúva Operadora mais vende. Depois que todos chegam, começa o jantar. Ao redor da fogueira, você janta carreteiro e salsichão. “O céu estrelado de Criúva é fora do comum, porque estamos longe da cidade, não tem luz elétrica e é possível ver a Via Láctea”, reforça. Criúva está no paralelo 29, um dos melhores do mundo para ver a famosa galáxia. Ao redor da fogueira, os participantes falam sobre como foi a experiência e, depois, seguem para alguma hospedagem para encerrar um dia inesquecível. “Você não precisa ter medo da natureza, é só você se adaptar a ela, nunca agir para que ela se adapte a você”. Com esse ensinamento de Guadalupe, programe o seu fim de semana e entre em contato. Todas as experiências da Criúva Operadora acontecem mediante agendamento. Junte a família e pegue a estrada!

OBS: há mudanças nos roteiros em função da pandemia da Covid-19. Todas as refeições estão sendo servidas no Nosso Galpão, por ser um local mais arejado, e o Casa Verde, neste momento, está sendo usado como receptivo da Criúva Operadora. Na Caminhada Noturna, há um cuidado especial para não misturar muitos núcleos familiares. Em todas as atividades é obrigatório usar máscara e manter o distanciamento. Informe-se antes de ir.

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