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Criúva

 

Criúva é, sem dúvidas, a região de Caxias do Sul que mais preserva a tradição gaúcha e também dos nossos primeiros habitantes, os índios. Mas não se deixe enganar, porque além do tradicionalismo a região de Criúva também possui natureza encantadora com destaque para o turismo de aventura.


O distrito fica distante cerca de 60km do centro de Caxias do Sul. A sede do lugar é formada basicamente por uma rua principal, com o charme de lugar intocado pelo tempo os postos de combustíveis, bancos e postos policiais não existem, no lugar destes você encontra cascatas, rios, matas nativas e rica flora.

Dicas importantes antes de ir para Criúva

- Para conhecer a região sugerimos procurar uma agência ou guia que atua na região.

- Leve repelente, protetor solar e vá com roupas e calçados confortáveis.

- Os celulares possuem pouco sinal, no Centro de Criúva a operadora Vivo funciona, no entanto, a maior parte dos lugares não tem sinal de nenhuma operadora. Salve no seu smartphone o link do mapa por GPS e faça cópia das demais informações do caminho para facilitar.

- Leve água, lanche e comidas para piquenique. Os atrativos naturais não tem infraestrutura para alimentação e nem  banheiros. Na região existem pousadas e refeições apenas com reserva.

- Se for de carro vá com tanque cheio de combustível, os atrativos são distantes e não tem posto de combustível por lá.

Passeio com a presença das soberanas e as embaixatrizes da Festa da da Uva 2019.

O Caminho

O Caminho até Criúva mostra o lado tropeiro, de cultivos e relevos distintos. Animais, cavalo, gado é comum encontrar no caminho, pois se dedicam a criação de gado e produção de queijo. O caminho também tem uma bela vista do horizonte... Ah! Que vista! Você sabia que o ponto mais alto de Caxias de Sul fica em Criúva?

 Criúva a árvore

Esse nome surgiu porque os grilos pousam muito nessas árvores e o seu “cri cri” originou o nome. Nessa região tem muitas dessas plantas que acabou por dando nome ao local de Criúva.
 

 Monumento aos muleiros                                 

Criúva foi caminho dos tropeiros, que levavam mulas de São Jorge da Mulada ao sul de São Paulo, onde eram vendidas para as fazendas de café. A antiga estrada foi deixada de lado após a construção da BR116.

Para homenagear o caminhos dos tropeiros, essa estrada recebeu em vários pontos de sua extenção um monumento de uma mulinha para representar os muleiros. Ao encontrar uma "mulinha" você saberá que está refazendo o antigo caminho dos tropeiros, pois é o simbolo que demarca a rota.

Festa do Divino 

 Festa do Divino é uma marca da cultura e religiosidade da comunidade de Criúva. Há mais de 200 anos existem registros de bandeiras do Divino, trazidas pelos descendentes de açorianos. Com a criação da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em 1924, anualmente é registrado a grande Festa. A partir de 1971, com a chegado do Pe. Pedro Rizzon, a festa foi restaurada e ampliada, acontecendo também uma novena e uma preparação de visitas a famílias e locais diversos dois meses antes do evento.

Atualmente, a festa inicia no mês de fevereiro, quando são abençoadas e envidas para as 15 comunidades da paróquia as bandeiras do Divino. Essas bandeiras visitam cada uma das famílias da Paróquia levando a benção à casa. A Equipe de Louvação, formada por festeiros, padres e músicos, visitam até o início da novena as casas dos ex-festeiros, estabelecimentos comerciais, empresas, órgãos de governo, imprensa. Neste período procuram divulgar a Festa e levar a mensagem sobre os dons do Espírito Santo na vida cristã.

No mês de maio, acontece a grande festa. Uma novena com Santa Missa, jantar e baile, atrai centenas de fiéis a cada noite. No domingo festivo, sempre no terceiro domingo de maio, o evento atrai visitantes de toda a região, que acompanham as procissões pelas ruas de Criúva, Santa Missa Campal, almoço festivo, sorteio do queijo, nomeação dos novos festeiros, leilão de animais e baile.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo

Localizada no centro do distrito , a igreja abre em horário de missa (geralmente domingo, 9h) e durante a Festa do Divino Espírito Santo, que ocorre todos os anos no mês de maio.Toda em pedra basalto, foi construída em 1950 em homenagem a Nossa Senhora
do Carmo. Em frente à igreja, a direita na escadaria, na praça, há uma frondosa árvore Criúva, um ótimo local para passar alguns minutos curtindo o silêncio de Criúva. A praça mantém seu jardim sempre florido, que cerca o Monumento ao Carreteiro, representado por uma roda de carreta de cimento.

 

Casa Verde e Criúva Operadora   

 Criúva Casa Verde é uma operadora familiar que oferece passeios e atividades na região. As atividades vão desde simples cavalgadas, até rapel, trilhas e longas caminhadas. Ah! A trilha noturna com jantar na mata, merece destaque.

A Casa é um espaço aconchegante decorado com elementos da localidade, mapas,
fotos e inúmeros objetos. O local geralmente é ponto de encontro e recepção dos clientes além de servir os almoços e jantares. 

Para provar as delicias feitas neste local é preciso fazer agendamento prévio, com cerca de 24 horas de antecedência pelo telefone (54) 3267-8255.

Nosso Galpão

Propriedade particular administrada pela Criúva Operadora. É necessário fazer reserva para realizar a visitação. Oferece passeios e atividades no local, como Arvorismo, Trilha noturna e Pista de corrida de aventura. Também é possível conhecer uma réplica da casa subterrânea de índios caingangues. Oferece comidas da cultura tropeira como churrasco e arroz de carreteiro. O local recebe grupos (estudantes, coorporativos e famílias), para conhecer hábitos e utensílios da cultura gaúcha: chimarrão, churrasco, paçoca de amendoim e café de chaleira.

Ponte do Korff

Inaugurada no ano de 1907 para a travessia sobre o Rio das Antas (ligando São Manoel a Criúva), a Ponte do Korff, possui estrutura metálica, assoalho de madeira e pilares de pedra. A ponte possui 108m de comprimento e 19,6m de altura. Atualmente além da travessia, a ponte também é o destino para os aventureiros praticantes de bungee jump e rapel.

A Ponte do Korff foi a primeira ponte construída sobre o Rio das Antas, ela foi montada com rebites e não possui nenhum parafuso, liga Caxias do Sul com Vacaria, com o objetivo transportar gado ao centro do país e vice-versa. Foi declarada patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio Grande do Sul no ano de 2006. O início de sua construção aconteceu
em 1901 e foi inaugurada em 15 de fevereiro de 1907.


A estrutura da ponte foi trazida da Alemanha, na época São Manuel chamava-se “Vila Korff” e pertencia a Vacaria, por isso o nome. Ela foi a primeira ligação de Caxias do Sul a Vacaria, antes da chegada da BR-116.


Camping e balneários

A região de Criúva você pode encontrar opções de campings, com uma verdadeira imersão na rica natureza da região.

O camping mais tradicional é o Camping de Coqueiros, e há também o Camping Aventura e o Camping Rio da Mulada.

 


Ponte do Rio Mulada

A Ponte do Rio Mulada complementa uma bela paisagem em um lajeado do rio, o local é procurado para banho no período de calor.

Cachoeira da Mulada

A cachoeira da Mulada é uma das maiores da nossa região, pois sua queda d’água chega a medir aproximadamente 200 metros de altura, em meio a lindos campos verdejantes.

Acesso  a cachoeira - Para chegar até a cachoeira, é possível acessá-la por ambos os lados do rio da Mulada. Lado esquerdo o acesso pode ser feito pelo Camping Mulada e seguir trilha de aproximadamente 2km, encostando o rio, passando pela hidroelétrica, campos e natureza. A vista deste lado é indica! Do lado direito você pode chegar bem mais próximo de carro e o acesso é pelo Camping Caqueiro, por esse lado o caminho é melhor para chegar até a cachoeira.

Se você só quiser ver a cascata, entrando pelos campings é cobrado valor simbólico, vale apenas pois possui trilha e o acesso é melhor.


Mulada

São Jorge da Mulada, é uma Vila que pertence à Criúva e é por lá que se encontra a histórica Fazenda da família Bertussi, pioneiros na música tradicionalista gaúcha.


Bolicho e Pouso São Jorge

 No local, as embaixatrizes conheceram um pouco dos hábitos e tradição, conversaram com a proprietária e chegaram a invadir o seu posto! Fizeram compras e se divertiram.

O Bolicho São Jorge é uma venda que carrega todo o encanto do tempo, nas prateleiras peças históricas mostram parte da história local. É comum ver por lá os frequentadores chegando à cavalo. Ao entrar, no local outro habito típico é saudação a todos. O destaque do Bolicho
além dos produtos variados em único local, é as cachaças preparadas com ervas e frutas, o que atrai muito para conhecer. Outro fato curioso
do local, não que seja recomendado, encontramos os lendários cigarros de palhas, conhecido como paiero, os famosos sacolés, pé de moleque, refrigerante de garrafa, chapéu de palha, e muitos outros objetos que remetem os tempos passados, dividindo espaço com produtos mais modernos.

O Bolicho é um local que tem de tudo um pouco, preserva a cultura, a tradição, objetos, como a máquina de café e principalmente o atendimento atrás do balcão, realizado pela D. Marli. O local é ponto de informações, diríamos que é point do local!
 

 

Memorial Irmãos Bertussi

Conheceram a história e trajetória dos artistas, retratada nos painéis do memorial, contemplaram além do monumento, as belas vistas do local.

O destaque de São Jorge da Mulada é o memorial aos Irmãos Bertussi, localizado em frente à fazenda, no alto da colina. No local foi erguido um obelisco e um monumento com estátuas de bronze de Adelar e Honeyde Bertussi com seus acordeons.

O acesso ao memorial é público, e de lá se tem uma bela vista da fazenda de Adelar Bertussi.
 

Dica - A sugestão é começar a visita pelo Memorial e depois seguir para a fazenda. Primeiro você conhece a trajetória desses ícones da música gaúcha, assim consegue localizar-se na história da dupla e preparar-se para o que verá na fazenda.

 

 

Fazenda dos Bertussi 

Na ocasião elas  ouviram atentamente as colocações do seu Leneu grande amigo de Adelar, apreciaram o acervo e até ouviram a famosa música “Ô de casa!” E chegaram até cantar! Tiveram conhecimento sobre a primeira hidroelétrica local. E foram conferir também o local onde fica gado.

Os Irmãos Bertussi marcaram história entre os pioneiros da música tradicionalista gaúcha, lançando mais de 45 discos. A dupla de sucesso formada pelos irmãos Honeyde e Adelar, foi incentivada pelo pai Fioravente Bertussi, que também era músico.

A bela fazenda histórica da família, é um museu histórico e cultural, onde são exibidos troféus, discos, documentos e objetos que retratam a trajetória de sucesso. Na fazenda também tem uma cancha onde ocorre rodeios durante o ano.

No local, a maioria das vezes, o visitante é recepcionado pelo seu Leneu que nasceu e se criou praticamente junto com Adelar, e como ele diz, “foram comparsa de uma vida”. Conta com emoção da trajetória do amigo relatando grandes conquistas e aventuras dos músicos. Não é um atendimento de um monitor de museu, com todo protocolo de recepção, e sim experiência de quem viveu uma vida junto a história que a fazenda apresenta.

Fioravante, pai dos músicos, contruiu uma das primeiras hidroelétrica da região aproveitando a água da cascata do rio da Mulada.

Aberto sábado e domingo ou com reservas.


Cânion Palanquinhos  

Respirarar ar puro, uma pausa  para apreciara a beleza do local que é encantadora. 

á aproximadamente 90km do centro de Caxias do Sul, localiza-se a Monumento Natural Palanquinho, conhecida popularmente como Cânion Palanquinho.

O Cânion é uma fenda de rocha basáltica, que teve origem com a movimentação das placas tectônicas e possui profundidade de 82m, largura de quase 30m e 2km de comprimento.

Para chegar ao parque é preciso percorrer mais de 20km de estradas de terra, passando por São Jorge da Mulada, além de uma caminhada em campo aberto. É importante lembrar que a área do parque é aberta ao público, mas não há infraestrutura para receber visitantes.

 


Dica – O ideal é visitar o local com acompanhamento de um guia, onde oferecem roteiros pelos cânions, que vão desde caminhada de 20 minutos pela superfície até trilha de 17km pelo interior do cânion.

 

Fotos. Gilmar Gomes, Leandro de Araújo/Foto Itália e Rosa Ana Bisinela.

 

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