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Pecuária e criação de animais em Caxias do Sul

Pecuária e criação de animais levam o nome de Caxias do Sul para fora do Estado e do país

 

A criação do gado é uma das mais velhas profissões e deriva de aperfeiçoamentos da atividade dos caçadores-coletores, que já existiam há cerca de 100 mil anos. Primeiro, eles aprenderam a aprisionar os animais vivos para abater. Depois, perceberam a possibilidade de administrar a sua reprodução. Nos primeiros estágios da pecuária, o homem continua nômade e, na maioria das vezes, conduzia seus rebanhos domesticados em suas perambulações. Nesse momento, eles já não procuravam caça, mas, sim, novas pastagens para alimentar o rebanho.

Em Caxias do Sul, foi uma das primeiras atividades, em meados dos anos 1600, nos distritos de Criúva, Vila Seca, Fazenda Souza e Santa Lúcia do Piaí. O padre Cristóvão de Mendoza foi um jesuíta que é considerado indutor do gado no Rio Grande do Sul. O martírio dele aconteceu em Santa Lúcia, no ano de 1635. Mais tarde, chegaram os bandeirantes, que se apropriaram das terras e ampliaram a criação de gado para abastecer a região central do país. Os proprietários das fazendas deixavam a lida do gado a cargo dos escravos e, os primeiros anos, o objetivo era a venda para Sorocaba (SP). O gado era levado até lá pelos tropeiros. Com o passar do tempo, começou a produção de gado de corte, que segue até hoje na região. A partir de 1875, com a chegada dos imigrantes, foi iniciada a lida do gado para produção de leite, queijos e derivados e a introdução de suínos, aves e eqüinos.

Hoje, o cenário de Caxias do Sul na pecuária é organizado pela Inspetoria Veterinária. Por lá, passam desde negócios até eventos focado em esporte. Segundo a coordenadora, Virgínia Caon, os números costumam variar um pouco a cada mês, mas é possível ter um ótimo panorama da situação. Na tabela abaixo, apresentados os dados de 30 de outubro de 2021

Conforme Virginia, a maior produção da pecuária caxiense atualmente é decorrente da criação de aves. “A avicultura é o nosso maior gerador de negócios, o carro-chefe em termos de produção e também o setor com mais qualidade zootécnica”, detalha. A cidade possui três incubatórios que somam uma capacidade de cerca de 10 milhões de pintinhos por mês. A receita decorrente da avicultura vem em boa parte da economia familiar, já que o perfil do produtor caxiense é produzir de maneira intensiva em uma área pequena.

Dentro da avicultura comercial, há setores. O primeiro deles é a reprodução. “Caxias do Sul tem em torno de 20 matrizeiros que produzem ovos férteis. Esses ovos vão para os incubatórios, onde são incubados e nascem os pintinhos que se tornarão frangos para abate. A comercialização deles é feita para diversas regiões”, explica Virginia. O segundo setor é a criação do pintinho até o momento do abate. “O avicultor recebe o pintinho de um dia e cria até 42 a 45 dias de vida, momento de ser abatido”, complementa a coordenadora. Outro nicho é formado pela granjas que produzem ovos de caixa, vendidos para o consumo humano. “Temos oito granjas em Caxias do Sul que produzem ovos para consumo, não são férteis. Cada uma é independente da outra, há quem vende para grandes mercados e outros que comercializam na feira”, salienta Virginia.

Dentro do segmento de aves, há uma raça chamada de frango caipira. É nela que a Gramado Avicultura aposta desde 1993, quando importou da França o primeiro lote de avós caipiras do Brasil. Com uma filial em Caxias do Sul, a Gramado Avicultura importa, atualmente, dois lotes de avós por ano. “Nas nossas granjas, produzimos as matrizes que são vendidas tanto no mercado brasileiro quanto no Exterior”, afirma Vinicius Mittag Vidor, filho de Vilmar Vidor, o fundador do negócio. Além da venda de matrizes, a Gramado Avicultura também trabalha com a comercialização de pintinhos para agropecuárias, ou seja, atua em duas etapas da cadeia. “É um mercado nichado, focado em pequenos produtores rurais”, complementa. A Gramado Avicultura é um bom exemplo da força da avicultura por aqui, já que, com a venda de matrizes, leva o nome da cidade para países como Etiópia, Malásia, Paraguai e Argentina. Desde 2010, quando foi iniciada uma parceria, a Gramado Avicultura tem exclusividade na comercialização da Postura 051 da Embrapa.

O município também tem seus destaques no setor de bovinos. Conforme Virginia, Caxias tem em torno de 38 mil animais, um número que baixou nos últimos anos porque alguns criadores migraram para a agricultura. Porém, há quem esteja vendo o negócio crescer e ser reconhecido com premiações. É o caso da Fazenda das Nogueiras, onde José Amaral trabalha com gado Gir Leiteiro e Girolano desde 2008. O foco dele é melhoramento genético, por isso, o plantel não é tão grande como é comum em propriedades que lidam com gado para abate. “Temos em torno de 150 animais, entre as duas raças. O foco é melhoramento genético e posso dizer que temos aqui a qualidade do que existe no Brasil e no exterior”, afirma. A fertilização em vitro acontece entre as melhores matrizes de produção de leite e os melhores reprodutores. Há uma seleção rígida e só os melhores animais são reproduzidos. Essa preocupação com a qualidade é frequentemente reconhecida. Amaral acumula prêmios desde 2010 e, em 2019 e 2021, a Fazenda das Nogueiras foi eleita a melhor fazenda leiteira na Expointer. 

Caxias também tem, desde 2012, o Grupo Ilhéus, presidido por Juarez Ribeiro de Salles. Ele foi criado quando as regiões de Vila Seca e Criúva viraram bacias de captação e tiveram partes das áreas restringidas para a produção de alimento para o gado. O município de Caxias do Sul, por meio da Secretaria da Agricultura e juntamente com Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural Patronal, EMATER, SENAR, SEBRAE e FARSUL, auxiliou e fortaleceu o grupo, que é formado por 26 propriedades. "Ao longo deste período, tivemos assessorias de engenheiros agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas,  muitos deles doutores em suas áreas. Isso trouxe ao grupo um conhecimento que vai desde a correção do solo até os três pilares da pecuária: nutrição, sanidade e genética, além da gestão da propriedade”, afirma Juarez. A maior parte dos integrantes é de gado de corte. Poucos trabalham com leite e, nesse caso, vendem para as cooperativas da região.

Já quem trabalha com gado de corte vende direto ou para frigoríficos. Trabalhando juntos, eles se tornam mais competitivos. “Há compras conjuntas e mais força no momento de buscar respostas para as reivindicações do setor”, acrescenta o presidente. Ele ressalta que o diferencial de quem atua com gado de corte em Caxias do Sul está na pastagem de campo nativo e nos campos melhorados (consórcio de outras espécies no campo nativo, plantio direto).

Criação gado de corte Cabanha Raízes da Querência

Criação gado de corte Cabanha Raízes da Querência

Os campos que se espalham pela paisagem caxiense também têm criação de ovelhas, e elas também têm conquistado prêmios na Expointer. Samuel Carnesella é presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Hampshire Down e também um criador da raça. Formado em Veterinária, se apaixonou pela ovinocultura ainda na faculdade. “Registrei a Cabanha dos Bugres em 2014 e atualmente tenho 60 animais. O foco é o melhoramento genético”, conta. A grande parte dos seus clientes está fora de Caxias do Sul, ou seja, a qualidade da genética daqui tem se espalhado para cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “O mercado está crescendo, porque é um animal mais fácil de criar, não precisa área tão grande e tem tido uma boa valorização da carne. Além disso, o ciclo entre o nascimento e o abte é mais curto que o do gado”, avalia. Em novembro de 2021, Samuel já vendeu todos os animais destinados à comercialização neste ano e mantém na cabana apenas os necessários para que ela se mantenha.

Esse é um ótimo exemplo do quanto o mercado está aquecido e, é claro, da qualidade dos seus animais. Ele participa da Expointer desde 2015 e acumula premiações tanto lá quanto em outras feiras. Em 2021, fez a Campeã Ovino do Futuro e o Quarto Melhor Borrego Maior na 1ª Exposição Sul-brasileira de Ovinos, realizada em Lajes (SC). Já teve campeões também na Expointer e na Fepoagro, entre outras exposições.

Já a Fazenda Horn é uma propriedade focada em ovelhas para abate e não participa de concursos. Em média, João Horn tem 500 animais na propriedade, mas o número varia bastante, já que todas as semanas há fornecimento de carne. No pico, chega a 700. “Eu crio os cordeiros, o abate é feito em um frigorífico parceiro e depois eu distribuo a carne. Vendo para mercados, açougues e também o para o consumidor final. Fornecemos a carne da nossa fazenda não apenas para Caxias, mas também para outros municípios da região”, ressalta.

Para encerrar a parte de animais para abate, há o setor de suínos, também pequeno em Caxias do Sul. Segundo Virginia, a maior parte da produção é destinada para consumo próprio. “Há duas granjas em Caxias que recebem o leitãozinho e criam até o ponto de abate, que fica entre 100 kg e 110 kg. Eles são terminadores, não tem reprodução de suínos no município”, destaca. A Granja Andreazza é um produtor independente que possui todas as etapas do ciclo da criação de suínos. O destino da sua produção é um frigorífico local que abastece as empresas de embutidos.

A força da criação de animais em Caxias do Sul volta a aparecer quanto entramos nos setores de pássaros e cavalos. Ambos os animais participam de concursos e têm conseguido premiações importantes. “Falando sobre os pássaros, há dois tipos de concursos: morfológico, que é relacionado à beleza, e de canto”, detalha Virginia. Entre os dois tipos, há em Caxias do Sul 137 criadores de pássaros.

Os campeonatos de morfologia (beleza) são organizados pela Associação Ornitológica Caxiense (SOC). Cleiton Giovani Benetti é diretor técnico e médico veterinário da SOC, além de criador. Ele conta que a associação existe desde 1978, ou seja, já são mais de 40 anos de atuação ininterrupta. Os campeonatos de morfologia acontecem normalmente em maio ou junho, época em que as aves estão com a plumagem no ápice. “A muda da pena começa no início do ano e leva de 45 a 60 dias, para que os pássaros cheguem ao inverno com a plumagem pronta para passar o período de frio. É nessa época que acontecem os torneios de morfologia, porque depois começa a reprodução”, destaca.

Os pássaros que atingem determinada pontuação na etapa municipal, classificam-se para a estadual e também para a nacional. Juízes avaliam as aves sem a presença do público, mas depois de tudo decidido, é aberto um período de visitação na sede da SOC, no bairro Kayser. “Participam as espécies domésticas, como canário belga, calopsita, periquito australiano, entre outros exemplos. Em agosto, há uma feira para quem quiser olhar ou comprar pássaros que foram reproduzidos pelos criadores”, complementa. A SOP tradicionalmente volta dos concursos com premiações, incluindo diversos campeões nacionais.

Alguns passaros premiados 69° Campeonato Brasileiro de Ornitologia

 

 

Já o concurso de canto é promovido pela Associação de Criadores de Caxias do Sul (ADCC) e participam dele espécies nativas, da nossa fauna, como Trinca-Ferro, Canário da Terra e Azulão, por exemplo. Esses torneios acontecem durante o período reprodutivo, entre setembro e dezembro, porque os pássaros contam como uma cortesia para a fêmea. Os concursos acontecem na manhã de domingo, durante esse período, e são abertos ao público.

Como se trata de espécies nativas, há um controle feito pelo Ibama. Todos os pássaros recebem uma anilha de aço inviolável e o criador é obrigado a informar cada nascimento - e pedir a anilha - e cada óbito - devolvendo o objeto. Se houve uma fuga, é preciso registrar ocorrência e informar. Cleiton reforça que é proibido capturar animais de vida livre para colocação em gaiolas. Todas as aves que participam de concursos são reproduzidas por criadores e devem atender às legislações. “Se uma pessoa quiser ter uma ave, precisa comprar de um criador comercial ou abrir seu registro no Ibama para ser um criador amador. Quando estiver com a documentação ok, ele precisa adquirir essa ave de um criador comercial ou então pode receber de um criador por meio de uma transferência”, explica. Ele reforça, ainda, que o criador tem a posse do animal, mas a propriedade é da União, por isso há esse controle rígido com as anilhas. “É impossível legalizar um pássaro capturado da vida livre, todos são reproduzidos em gaiola”, reforça.

Ele permite, também, que se tenha uma ideia do tamanho desse setor. Segundo Cleiton, a Federação Ornitológica do Brasil fornece mais de um milhão de anilhas por ano. “São 220 clubes no Brasil, sendo 30 no Rio Grande do Sul. Em números absolutos, perdemos de São Paulo, mas em dados per capita, o nosso Estado tem a maior média”, acrescenta.

Para fechar os setores de criação de animais em Caxias do Sul, há os cavalos. Na cidade com mais piquetes de laço do Rio Grande do Sul, é claro que eles teriam uma importância significativa. “Caxias tem um contraste que está diretamente ligado ao fato de ter mais de 100 CTGs (Centros de Tradições Gaúchas) e muitos rodeios: uma cidade urbana e com mais de 500 mil habitantes tem cavalos em terrenos baldios por todos os lados”, ressalta Virginia. Realmente, basta dar uma volta por diversos bairros para ver o animal em algum terreno, ilustrando essa lida campeira que faz parte dos primórdios da cidade e que segue forte em determinadas regiões.

A parte esportiva também inclui profissionais de hipismo que participam de competições, com etapas dos campeonatos estadual e nacional realizadas em Caxias do Sul, e centros de treinamento reconhecidos em provas tradicionais como o Freio de Ouro, da Expointer. Por aqui, há um grande destaque para o cavalo crioulo e, também, um trabalho de fomento à raça cavalo campeiro. O crioulo é uma raça conhecida e com alto valor de mercado, afirma Marcos Andrigheti, da Cabanha Tamboré. Segundo ele, trata-se de um dos cavalos mais valorizados da equinocultura brasileira. “Em Caxias do Sul, temos um cavalo crioulo que foi premiado duas vezes, na Expointer em 2000 e 2006, esse é um fato inédito”, conta. Em 2000, o animal recebeu a premiação máxima do evento e, em 2006, venceu o Freio de Ouro.

Bt Jovem Guarda, Grande Campeã e Melhor Exemplar da raça Expointer 2000, Campeã Freio de Ouro 2006

Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), esse animal tem a sua origem nos equinos das raças espanholas Andaluz e Jacas e foi trazido da Península Ibérica, no século XVI, pelos colonizadores. Em Caxias do Sul, o padre jesuíta Cristóvão de Mendoza foi um dos introdutores. Durante quatro séculos, as manadas selvagens que se formaram e viviam livres enfrentaram temperaturas extremas e condições adversas de alimentação. Essas dificuldades fizeram com que esses animais desenvolvessem características como rusticidade e resistência.

A dedicação à raça existe formalmente desde 1932, quando fazendeiros e estancieiros do Rio Grande do Sul efetivaram a criação de uma associação base, fundada em Bagé e inicialmente denominada de Associação de Criadores de Cavalos Crioulos (ACCC). Por muito tempo, as premiações foram apenas por beleza. A partir da década de 1970, porém, as provas funcionais integraram o quadro de competições da raça, e a primeira delas aconteceu em 1971. Outras surgiram e culminaram em 1982, na criação do Freio de Ouro. Atualmente, animais premiados na Expointer têm um alto valor de mercado. Em 2021, por exemplo, uma égua premiada nacionalmente foi leiloada por R$ 100 mil.

O cavalo campeiro se criou nas regiões altas da Serra do Sul do Brasil, especificamente onde havia araucárias, e um dos criadores que está à frente do movimento de fomento da raça é o veterinário e criador Cassiano Boff. Eu trabalho com cavalos há 30 anos, me especializei neles como veterinário e crio o cavalo campeiro e o cavalo árabe no Haras Verde Alvorada”, conta ele. Com a característica de ser marchador e sem a força do trote do cavalo crioulo, o campeiro é um animal mais confortável, explica Cassiano. A raça, porém, foi esquecida e ficou um pouco de lado. “Eu estou trabalhando no resgate dela. A Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Campeiro existe desde 1975 e fica em Curitibanos (SC). Em 2011, conseguimos colocar a raça dentro da Expointer”, relata.

  

Cassiano já fez grandes campeões da Expointer e tem visto o seu trabalho pelo fomento da raça dar certo. No início, se trazia animais de Santa Catarina para cá, mas depois que o cruzamento foi acertado, chegou o momento de Caxias do Sul levar os seus para Santa Catarina. “Em 2021, eu fiz o Grande Campeão Macho, o Reservado e a Reservada na Expointer. Todos são criações minhas”, afirma. A raça árabe agora está mais de lado, já que Cassiano está focado no fomento do campeiro, mas, mesmo assim, foi dele a égua árabe grande campeã da Expointer em 2021.

Em ascensão, o cavalo campeiro tem se tornado uma opção mais confortável para quem costuma andar no crioulo, porque não tem o trote tão duro. Ele é robusto, resistente e bonito, ou seja, um cavalo que atende a quem costumava usar o crioulo para a lida do campo. “A aceitação da raça está muito boa, estamos vendendo quatro ou cinco animais por mês aqui no Haras”, aponta.

A cada dia, pessoas como as citadas nesse texto e muitas outras dedicam o seu tempo a criar animais que têm levado o nome de Caxias do Sul para fora da cidade, do Estado e do país. Forte, esse setor também pode ser visto como um atrativo turístico. Especialmente em Vila Seca e em Criúva, é possível conhecer a lida do campo, estar próximo de alguns animais e viver uma experiência bem diferente da vida na cidade. Programe-se para acompanhar eventos e entre em contato com as propriedades para combinar uma visita. Além de tudo que já falamos aqui, ainda há outro item imperdível que faz parte do dia a dia de quem trabalha com pecuária ou criação de animais: os campos de criação de gado são verdadeiros cartes postais. Pegue o carro e venha admirar essas paisagens deslumbrantes!

 

Realização: Guia de Caxias do Sul.

Coordenação: Marivania Sartoretto

Textos: Paula Valduga

Fonte: Espetoria Veterinária de Caxias do Sul

Fotos: Divulgação/Gramado Avicultura, Divulgação/ Fazenda das Nogueiras, Divulgação/Raízes da Querência Cabanha, Divulgação/Cabanha dos Bugres, Divulgação/Fazenda Horn, Divulgação CT Iuri Barbosa, Divulgação Junior Daboit, Divulgação Cabanha Tamboré e Divulgação Haras Verde Esmeralda.

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