Potencial Agrícola de Caxias do Sul

Agricultura: uma das principais forças de Caxias do Sul

Uma das práticas mais antigas da história da humanidade, a agricultura não por acaso é considerada o setor primário. Pesquisas indicam que ela pode ter surgido há 12 mil anos, ainda na era neolítica, quando teria sido responsável pelos processos das primeiras civilizações. Registros sugerem que todos os agrupamentos humanos que já existiram faziam algum tipo de manejo do solo. E é essa a expressão que melhor define a agricultura: manejo do solo. Ele acontece com dois objetivos principais. O primeiro é garantir a alimentação dos seres humanos. E o segundo, produzir matéria-prima para outros produtos.

Especialmente aqui no Brasil, essa tradição é bastante forte. O país tem se desenvolvido constantemente e há quem o aponte como o futuro principal fornecedor de alimentos do mundo. Conforme o Panorama do Agro, divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio tem sido reconhecido como um vetor crucial do crescimento econômico brasileiro. Em 2019, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a R$ 1,55 trilhão ou 21,4% do PIB brasileiro. Dentre os segmentos, a maior parcela é do ramo agrícola, que corresponde a 68% desse valor (R$ 1,06 trilhão). A pecuária corresponde a 32% ou R$ 494,8 bilhões.

O Panorama também aponta que, em maio de 2021, a produção de grãos estava estimada em 271,7 milhões de toneladas, enquanto a safra do café em 46,7 milhões de sacas para a temporada. Esses números devem-se, entre outros fatores, à tecnologia que vem chegando sistematicamente ao campo e colabora para que a rentabilidade do agricultor cresça, o que faz com que o Brasil siga em destaque no planeta.

Dentro desse cenário, está o Rio Grande do Sul, que ocupa posição estratégica no mercado nacional com produtos como arroz, trigo e aveia e destaca-se como um dos principais exportadores de fumo, soja e arroz. A maior parte do território gaúcho que possui lavouras é ocupada por grãos (cereais e oleaginosas), os quais configuram a principal atividade agrícola por aqui. Porém, se formos separar em dois tópicos, temos: em área plantada, os destaques são soja, arroz, trigo e milho. Já em valor da produção, o fumo, a uva e a maçã unem-se aos cultivos já citados com importância semelhante.

Na Radiografia da Agropecuária Gaúcha, do governo do Estado, foram divulgados percentuais por culturas de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP) no ano de 2020. Mesmo que os produtos da pecuária estejam incluídos, é possível ter uma boa visão do tamanho de cada uma das culturas agrícolas. Confira:

Produção Rio Grande do Sul - Radiografia da Agropecuária Gaúcha, do governo do Estado 

Fazendo um recorte para Caxias do Sul, é inevitável citar o título de maior produtor de hortifrutigranjeiros do Rio Grande do Sul e com entrada em diversos Estados brasileiros. “Caxias do Sul tem esse título pela vocação e pela diversificação que buscou. Uma das primeiras atividades econômicas do município foi a uva, em meados de 1880, mas houve diversificação com outros diversos cultivos, como maçã, caqui, frutas de caroço. As hortaliças e o tomate também se destacam”, afirma o Secretário Municipal da Agricultura, Rudimar Menegotto.

A história da agricultura na cidade começou por aqui com o governo imperial, que precisava de pessoas que produzissem alimentos e trabalhassem em lavouras. Com a imigração italiana, isso ganhou força, já que o colono trabalhava na terra que era proprietário, ao contrário do que acontecia em São Paulo, por exemplo, onde os donos tinham funcionários. Esse é um dos principais diferenciais que fizeram com que a imigração italiana desse tão certo e, também, apontado como um dos motivos para o desenvolvimento da Serra Gaúcha em tantos setores.

A uva começou a ser cultivada cinco anos após os registros da chegada dos imigrantes, em 1875. Atualmente, faz com que o município seja o terceiro maior produtor de uva vinífera e o maior produtor de uvas de mesa para consumo. Alguns anos depois da uva, chegou a batata, trazida pelos Monges Camaldulenses, que estabeleceram-se em Santa Lúcia do Piaí em 1899. Já em 1970, uma colônia japonesa se estabeleceu na região para estimular o cultivo de verduras. A prática foi dando certo e expandindo. Uma a uma, as culturas foram chegando e criando a diversidade que, atualmente, Menegotto cita como fundamental para que Caxias do Sul ostente o título de maior produtor de hortifruti do Rio Grande do Sul. Basta dar uma volta no interior para conferir tanto as belas paisagens criadas pelos cultivos quanto a força do agronegócio de Caxias do Sul.

Essa pujança está distribuída em uma área plantada total que chega perto de 20 mil hectares, segundo estimativa do Chefe do Escritório Municipal da Emater, Mauro Tessari. Esse número inclui frutas, hortaliças e grãos, ou seja, tudo que faz parte do agronegócio caxiense, e está dividido em cerca de 3.500 produtores rurais (tanto os grandes, quanto os familiares). “Apenas de frutas, são 8.500 hectares. As hortaliças ocupam 2.200 hectares, e o restante tem milho, soja, enfim, os grãos”, detalha Mauro. Dentro das frutas, vale destacar a maçã e a uva, maiores culturas. Ainda segundo a Emater, a maçã tem 2.600 hectares de área plantada e uma produção de cerca de 117 mil toneladas ao ano. A uva ocupa um território de 3.850 hectares (3.5000 vinífera e 350 de mesa), e a produção é de 70 mil toneladas/ano.

Toda essa força está dividida entre grandes produtores, com quadros de funcionários, e agricultura familiar. Valmir Susin, presidente do Sindicato Patronal Rural de Caxias do Sul, afirma que o agronegócio caxiense é tão forte devido à diversificação, já citada pelo secretário, e ao investimento em tecnologia. Tanto ele quanto Menegotto fazem questão de citar os avanços tecnológicos como responsáveis pela qualidade do que se produz por aqui.

Hoje, o agronegócio caxiense usa máquinas de vanguarda no manejo de frutas e hortaliças e a qualidade dos produtos está melhorando. Os consumidores estão exigentes e é preciso trabalhar para oferecer um produto bom. Para isso, é inevitável a necessidade de melhorar a produção com novas tecnologias. Os produtores têm investido nelas e, com isso, ganham mais do que qualidade. A quantidade é mais um benefício. Segundo Menegotto, não houve recentemente aumento na área plantada, mas sim nos números de unidades produzidas, ou seja, na mesma terra, está se produzindo mais e com melhor qualidade.

Isso é mérito do avanço tecnológico que chega a Caxias do Sul. Um exemplo claro disso são as missões que o sindicato presidido por Susin promoveu a Israel - país referência no mundo - nos anos de 2010, 2012 e 2013. “Agricultores que foram para lá, aprenderam e aplicaram por aqui as lições que tiveram, viram a lucratividade crescer e praticamente repensaram o negócio”, afirma o presidente.

A outra parte dessa força está nas mãos da agricultura familiar, seguindo a tendência que existe no Brasil e no mundo. Segundo dados globais, 80% dos alimentos produzidos no mundo vêm de agricultores que se enquadram nessa categoria. No Brasil, ela é definida pela Lei nº 11.326, de julho de 2006, a qual determina que é considerado um agricultor familiar quem desenvolve atividade no meio rural e utiliza mão de obra familiar na maioria dessas atividades. Além disso, a maior parte da sua renda deve vir dessas atividades rurais.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Caxias do Sul, Bernardete Boniatti Onsi, ressalta que, unidas, as pequenas propriedades da agricultura familiar produzem uma quantidade significativa de alimentos. “O sindicato tem trabalhado muito para valorizar essas pessoas, mostrar que elas produzem alimento, algo indispensável no mundo, e também tiram dali o seu sustento”, afirma. Essas ações de valorização também têm o objetivo de estimular os jovens a permanecerem no campo, dando prosseguimento ao legado dos pais, o que tem sido perceptível ao conversar com produtores do interior. Há, inclusive, diversos exemplos de filhos que saíram e hoje estão voltando para a área rural.

Além do sindicato, as famílias têm à disposição a Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Caxias do Sul (CAAF). Ela ajuda a organizar a produção e a comercialização dos produtores, além de fortalecer a agricultura familiar, dar sustentabilidade às pequenas propriedades rurais e tornar a atividade no campo viável, também com foco em manter os jovens por lá. Além disso, a CAAF entrega a produção de seus mais de 300 cooperados para a alimentação escolar de 205 escolas das redes estadual e municipal de Caxias do Sul, de outros municípios da Serra e da região metropolitana de Porto Alegre. A Cooperativa também destina maçã para a alimentação escolar nos Estados de São Paulo e Paraná.

As agroindústrias e os estabelecimentos que processam ou industrializam produtos de origem agropecuária têm dados contabilizados pelo Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) e pela Inspeção Municipal (Copas). Em novembro de 2021, eles apontavam que Caxias do Sul tem diversos empreendimentos do tipo e eles são divididos em 10 segmentos, conforme mostra a tabela a seguir.

Tessari, da Emater, afirma que as agroindústrias de Caxias do Sul mantêm o processo artesanal de produção, e muitas delas usam matéria-prima própria, como as frutas para as geleias, por exemplo. "Alguns produtos são feitos da mesma forma que os colonos utilizavam e há uma diversidade grande: pães, biscoitos, massas, queijos, geleias e sucos, entre outros itens, complementa. Segundo ele, as agroindústrias têm um bom mercado e garantem a renda das famílias, inclusive colaborando para manter os jovens no campo. "Por ter esse estilo de produção artesanal, que não se consegue mais nos produtos industrializados, as agroindústrias têm um grande potencial", conclui.

Tanto as famílias quanto os grandes produtores são responsáveis pela importância que Caxias do Sul tem no cenário nacional. Isso se deve, reforçando o que disseram Menegotto e Susin, à diversificação que foi buscada. Na tabela a seguir, você confere a divisão por culturas, produtividade e área plantada segundo a EMATER Caxias do Sul.

Confira cultivos, áreas plantadas e produção de Caxias do Sul

 

Caxias é o maior produtor de caqui e ameixa do país, e o maior produtor de tomate, pimentão, beterraba, cenoura, morango, uva de mesa e alho do Estado, segundo dados da Emater e do censo Agropecuário do IBGE de 2017.

O item com maior produção em Caxias do Sul é a maçã, com média de 117 mil toneladas ano e área plantada de 2,600 hectares. Caxias é o segundo maior produtor do Estado e o quarto do país.

 A uva vinifera, o segundo produto com maior quantidade do município, tem média de 70 mil toneladas ano e área plantada de 3.500 hectares. O município é o  terceiro maior produtor do Estado e do pais, segundo dados da Emater de Caxias do Sul.

 

São essas pessoas que possibilitam que os produtos cultivados aqui cheguem a diversos Estados brasileiros. Todos os dias, saem de Caxias do Sul frutas e hortaliças com destino a um grande número de municípios. Alguns dos produtores têm até logística própria para assumir o controle sobre a entrega com a mesma qualidade vista nas lavouras e no manejo.

Segundo Leonardo Basso, da Ceasa de Caxias do Sul, o box destinado a envio para outros Estados brasileiros trabalha, atualmente, com Mato Grosso e Bahia. E, em 2021, começaram a exportações para a Índia. Essa é apenas uma amostra da venda para fora do Rio Grande do Sul, que acontece principalmente na fruticultura. Boa parte dessa comercialização se dá sem passar pela Ceasa, diretamente ao comprador, uma tendência que vem crescendo. Conforme reportagens produzidas pelo Guia de Caxias do Sul em 2021 direto com os produtores, é possível afirmar que as frutas produzidas aqui chegam a todos os Estados brasileiros.

Boa parte, é claro, fica na cidade e é vendida nas Feiras do Agricultor. Elas são uma oportunidade de comprar frutas e hortaliças frescas, pagar um preço que não inclui intermediação e ainda conversar com os produtores. É uma verdadeira experiência conviver com a beleza dos produtos expostos e conversar com os produtores. Para conferir dias, horários e locais, acesse os links da Feira do Agricultor e do Ponto de Safra.

Caxias do Sul também tem a Feira Ecológica, destinada aos produtos orgânicos. Antes de falar dela, porém, vamos apresentar um pouco do cenário dos orgânicos do município. Segundo dados do Cadastro Nacional de Produção Orgânica (CNPO), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Caxias do Sul tem em torno de  100 CPFs cadastrados. Eles estão distribuídos em diversas propriedades certificadas, pois é comum que pai e filho ou dois irmãos se cadastrem individualmente, mas cultivem na mesma área. Dados, fornecidos pela Secretaria de Agricultura de Caxias do Sul, apontam também que a variedade de produtos certificados superam a marca de 60 diferentes cultivos.

Rafael Vinicius Ribeiro, um dos coordenadores, afirma que a Feira Ecológica tem hoje 25 produtores. Eles são divididos em dois grupos e há três níveis de fiscalização da produção. “Existe uma rede de coorresponsabilidade. Se uma pessoa descobrir que outra está usando algum agrotóxico, não é apenas o produtor que é punido, mas todo o grupo, então há essa fiscalização dentro do grupo. O segundo nível é entre os grupos, um vai visitar o outro e olhar a produção. E, por fim, tem o Ministério da Agricultura que faz visitas eventualmente e também coleta na feira para análises”, explica ele. Essas ações possibilitam que o cultivo agroecológico seja cumprido e o produto mantenha todos os seus nutrientes e seja cultivado em um solo sadio, o que é benéfico para a saúde do consumidor.

A Feira já acontece há 23 anos, e a certificação da maioria dos produtores de Caxias do Sul é conferida pela rede Ecovida. A partir dela, é possível ter certeza que você está investindo em um produto que além de ser mais saudável, tem um cuidado com o meio ambiente durante a produção. "Temos pouca mecanização, porque o produto agroecológico é cultivado cuidando do solo, da biodiversidade, então há um limite para a tecnologia”, completa Rafael. Para conferir dias, horários e locais, acesse o link da Feira Ecológica.

Todas essas formas de produção e distribuição juntas possibilitam que Caxias do Sul siga escrevendo a sua história no cenário do agronegócio nacional. Porém, há um componente inesperado que sempre faz parte do dia a dia do produtor e o deixa apreensivo: o clima. Sujeita às intempéries do tempo, a agricultura é uma atividade que costuma reservar surpresas. Os números de faturamento em Caxias do Sul, fornecidos pela Secretaria Municipal da Agricultura, mostram isso. Em 2018, o agronegócio caxiense (agricultura + pecuária + silvicultura) faturou R$ 701.175.485,99. Em 2019, o número foi de R$ 807.429.107,27. Já em 2020, caiu para R$ 667.665.565,72 devido a quebras de safra. Veja mais detalhes na tabela.

Entre as ações propostas para valorizar quem faz esses números acontecer estão as do Sebrae. Uma das mais recentes delas está para acontecer. Segundo a gestora de projetos em Agronegócios do Sebrae, Angélica Brandalise, o órgão e a Secretaria de Agricultura estão criando um selo para o agronegócio de Caxias do Sul. "Estamos em fase de definição do nome e dos requisitos necessários para obtê-lo, já que o objetivo é garantir que trata-se de um alimento de qualidade e seguro”, explica ela. Para que o agricultor tenha condições de atender os requisitos, o Sebrae já trabalha com qualificação nas áreas de segurança de alimentos, com boas práticas de fabricação e rastreabilidade, por exemplo; formas de agregar valor ao produtor, como ter marca e embalagem; e sistemas de gestão, para que a propriedade se torne mais forte economicamente.

Há parcerias também com a Escola da Família Agrícola da Serra Gaúcha (Efasserra) para qualificação. Essa é mais uma maneira de investir na vontade do jovem de permanecer no campo e ajudar a propriedade dos pais a se qualificar e se perpetuar. Fundada em 2013, a Efaserra oferece ensino médio e curso técnico em agropecuária. Com qualificação, a Efaserra pretende combater o êxodo rural e garantir a sucessão nas pequenas e médias propriedades. Para quem busca graduação, há diversos cursos à disposição no município.

Nesses lugares, é claro, há muito mais além de viabilidade econômica. O interior é repleto de belas paisagens e curiosidades. Caxias tem uma uma estrada que é considerada “a mais produtiva do Estado” por reunir diversas propriedades. Ela fica em Santa Lúcia do Piaí, e os moradores de lá fizeram diversas pesquisas antes de afirmarem isso. Também ficam por aqui o maior produtor de tomate do Estado há cinco anos. Com suas estufas e jardins, os produtores de morango possibilitam que a fruta seja colhida pelo consumidor como também os diversos outros cultivos e ele viva experiências em lugares incríveis.

 

Esse conteúdo foi produzido em 2021, mas sabemos que em breve será atualizado, porque a veia empreendedora do caxiense está sempre pulsante. A Serra Gaúcha, segundo levantamento do Sebrae em 2017, é a região mais produtiva do Rio Grande do Sul. Em Caxias do Sul, em meio às culturas com áreas grandes, há o pequeno produtor de funghi, o agricultor que acreditou no mirtilo antes de todos os outros e muitas histórias de quem acabou transformando um hobby em negócio. Para valorizar isso, uma iniciativa é o Concurso dos Melhores Vinhos, Sucos e Espumantes, criado em 1998 pela Secretaria da Agricultura. Na última edição, foram inscritas 178 amostras de 32 vinícolas e entregues 49 troféus Ouro e cinco Prata.

Além de tudo isso, é claro, a cidade está encravada na Serra Gaúcha, um lugar com morros e paisagens que lembram a Itália e pintados com as cores de cada uma das culturas plantadas neste chão. Além de oferecer algo indispensável para os seres humanos, o alimento, o interior Caxias do Sul também tem a paz e a calma que falta a quem mora na cidade, lugares para piqueniques, a possibilidade de colher a fruta que vai comprar e, é claro, o sotaque e a autenticidade de quem desde sempre vive no campo. Além de enviar para fora dos seus limites o que produz, Caxias também está de braços abertos para receber quem quiser entrar nela e viver um pouco dessa experiência. O deslumbre começa antes mesmo de chegar ao destino escolhido no interior. Às margens das estradas que unem os distritos, a agricultura mostra a sua aquarela.

Produção: Guia de Caxias do Sul

Coordenação: Marivania Sartoretto

Textos: Paula Valduga

Fontes de informações:  EMATER Caxias do Sul, Secretárias Municipal da Agricultura e Receita, Sebrae  Agronegócios região serra, Sindicato Rural, Sindicato Trabalhores Agricultores Familiares de Caxias do Sul, Feira Ecológica de Caxias do Sul, CAAF - Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Caxias do Sul, IBGE,  Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, Radiografia da Agropecuária Gaúcha, do governo do Estado, Ceasa de Caxias do Sul

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