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06/09/2016

O bauru não pode faltar no cardápio de quem visita Caxias

Montado basicamente com bifes, queijos, presuntos, tomates e temperos, o bauru é um dos pratos mais tradicionais de Caxias do Sul. Com os incrementos que recebeu ao longo dos anos, ganhou em tamanho e sabor, sendo muito apreciado tanto pelos nativos da cidade como pelos visitantes. E um dos locais onde é produzido com maior qualidade é no Le Grand Baurus e Filés, na Rua Sinimbu, 367, a pouco mais de duas quadras da BR 116, no lado leste da cidade.

- O segredo é gostar do que se faz, depois, a qualidade dos produtos, carne, presunto, queijo, molho. Se agrega tudo e sai um produto de qualidade – ensina Nilço Antônio Silva, 48 anos, proprietário do Le Grand.

Tendo iniciado no ramo culinário com 14 anos, na função de chapeiro (grelha as carnes), no restaurante Avenida, Nilço contou com os ensinamentos do mestre Lula. Depois de cerca de 10 anos trabalhando nesse estabelecimento, ele foi para o Danúbio, também especializado nesse tipo de refeição, onde ficou durante 22 anos. Até decidir que era o momento de investir no próprio negócio.

- Todo mundo questionava: por que você não tem o seu restaurante? Me espelhei nos empreendedores e fiz. Trabalho pelo sonho – relata.

Embora tenha mudado a situação, Nilço mantém a atividade na cozinha. Ele trabalha na chapa, à vista dos clientes, onde monta os baurus e filés, contando com um auxiliar. Isso seis dias por semana.

- Mas não é só cozinhar. Também tenho que dar atenção ao cliente, que, além de comer bem, quer ser bem atendido - afirma, lembrando que coordena uma equipe de 12 funcionários, contando com a ajuda da mulher Daiane Cornelli da Silva e do gerente Ângelo Elias dos Passos, amigo de muitos anos em restaurantes.

Atrativo
Os baurus são muito apreciados pelo pessoal que vem de fora. Servidos em pratos, uma unidade geralmente pode saciar o apetite de duas, três ou mais pessoas.

- É um prato feito praticamente apenas em Caxias, pois em Santa Catarina e São Paulo é quase um lanche. E, mesmo aqui, só uns três ou quatro lugares fazem com esse formato - explica.

Nilço afirma que as carnes preferidas são filé mignon, alcatra e coxão mole. Mas 80% a 90% dos pedidos são pela primeira. O queijo é especial, pois não deve derreter muito, enquanto os presuntos são os tradicionais do mercado – “Não apresuntados”, ressalta. O tomate é saladeta ou paulista, dependendo da época do ano.

O maior segredo está no molho verde, que acompanha grande parte dos baurus e também é muito apreciado. “Aprendi a fazer com o mestre Lula. Ele demorava para ensinar, esperando para ver se o cara iria seguir na carreira”.  Apesar do cuidado para não “entregar o ouro”, Nilço dá algumas dicas sobre como ele é feito: “Tem cebolinha verde, sálvia, salsinha e água. Não vai óleo, alho e pimenta”, revela.

Outras opções 
Além dos baurus, a casa oferece diversas receitas. O filé gratinado à Le Grand, um dos preferidos dos clientes, é empanado e gratinado e leva queijo parmesão, molho de tomate e cebola. O medalhão de filé à Le Grand é feito com tomate grelhado na chapa, pimenta, orégano e azeite de oliva. O cardápio conta com várias alternativas de carnes e acompanhamentos, para satisfazer os mais variados gostos. 

 Receita básica
Para quem não degustou um bauru e deseja sentir o gosto, Nilço ensina como fazer um. É claro que sem a qualidade e sofisticação dos que ele serve em seu estabelecimento. Para isso, recomenda usar seis fatias de presunto, oito a dez de queijo, dois tomates médios picados, molho verde, azeite de oliva e filé mignon ou coxão mole.

O processo é simples. “Grelhar na chapa o bife, depois o presunto e o queijo, mais uma camada de presento e queijo. Após, cobrir com o molho de tomate, o molho verde e o azeite de oliva”, explica.

Pela altura
A inspiração para o nome do restaurante veio da altura de Nilço, mas depois de um certo tempo. “Eu pensei em várias alternativas e cheguei até a buscar uma empresa para ver, mas custaria bastante. Então, lembrei que, como tenho 1,90m de altura, os clientes sempre me chamavam de grande, grande Nilço... Resolvi usar isso, mas como esta região é de italianos, tem muitos nomes com essa origem”.

Assim, Nilço partiu para outras línguas, até chegar a três alternativas. A francesa foi a que mais agradou. “No desenho, as letras L e E dão a ideia de que está sendo servido um prato. O nome caiu muito bem”, afirma.

Confecções
Além do restaurante, no qual conta com a ajuda da mulher, Daiane, Nilço possui uma loja de confecções desde 1991. Natural de São Francisco de Paula, ele mora em Caxias desde os 10 anos de idade. O casal tem a filha Julia.

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