- Internet
- Estacionamento
- Pix
-
Espaço ar livre
Citriserra: a beleza que nasce das profundezas da terra
Em meio às paisagens da região de Vila Oliva, em Caxias do Sul, a Citriserra transforma a riqueza natural da terra em peças que encantam pela beleza, energia e singularidade. Cada pedra carrega milhões de anos de história e revela um pouco da força que moldou a geologia da nossa região.
Com raízes na tradição da família Silvestro, que há gerações se dedica à extração e ao trabalho com pedras, a Citriserra atua na extração, seleção e comercialização de ametistas, citrinos e outras formações minerais que despertam o interesse de colecionadores, decoradores, terapeutas e apaixonados pelas maravilhas da natureza.
Mais do que comercializar pedras, a Citriserra compartilha conhecimento, valoriza a origem de cada mineral e preserva uma atividade que faz parte da história da família há gerações. Cada peça é única, criada pela própria natureza ao longo de milhares de anos, tornando-se um elemento especial para decoração, presentes ou coleções.
Ao unir tradição, experiência e respeito pela natureza, a Citriserra mantém viva uma atividade que faz parte da identidade do interior de Caxias do Sul, transformando tesouros geológicos em peças que conectam história, beleza e autenticidade.
Conheça a Citriserra e descubra o fascínio das pedras que nascem da nossa terra e carregam consigo milhões de anos de história.
HISTÓRIA DO INÍCIO DO GARIMPO
Sebastião Silvestro, filho de imigrantes italianos, comprou em 1930 uma área de terras no interior de Caxias do Sul. Sebastião plantava trigo e milho e criava porcos.
O velho Sebastião Silvestro não dava muita bola para "as pedras" (as ametistas) . Certa feita passou um senhor de idade, de Caxias do Sul, pela propriedade dos Silvestro e juntou do chão, no meio da roça, alguns cristais de ametista, vendendo-os em Soledade. A partir daí iniciou a extração de pedras, que eram buscadas a picão, colocadas dentro de um saco e, viajando de ônibus, levadas até Soledade.
Isso foi há sessenta anos. O trabalho evoluiu, e Sebastião e sua família, procuravam as ametistas, sempre a picão, quando tinha menos serviço na agricultura, que continuava a principal atividade na propriedade. Assim trabalhava-se mais no inverno, mas também no verão, sempre que "a roça" dava uma folga.
Conta-se que, em uma ocasião, o "nono" Bastião, que não acreditava muito no "negócio das pedras", vendeu por 500 cruzeiros o direito de lavra de um lote de 20 por 40 metros por 3 anos para uma empresa de fora. Na época apareceu tanta pedra que o lote se pagou no primeiro ano de trabalho. Hoje quantidade não é mais como naquela época.
Este arrendamento de lotes parou em 1985, mas já bem antes Nelson Silvestre, sua esposa Érida e os filhos Gilberto, Alencar e Rosane começaram a extração de ametistas por conta própria. Inicialmente foi a picão.
Segundo relatos Heinrich Frank em uma geo reportagem publicada no Museu de Mineralogia "Luiz Englert" da Universidade Federal do Rio Grande do Sul o local do garimpo não se destaca na região por alguma feição geomorfológica especial. Está situado no relevo mais ou menos acidentado típico desta região de topo de planalto. Aflora aqui o estrato superior de um derrame espesso de rocha vulcânica completamente alterada para argila vermelha.
Na operação do garimpo, a rocha alterada, basicamente argila, é removida com o auxílio de máquinas e nos geodos encontrados a cata da ametista é feita à mão, já separando no próprio garimpo as pedras de acordo com sua qualidade e finalidade. Geralmente encontradas apartir de 5 metros de profundidade até 15 metros, dependendo do local.
É um garimpo muito diferente dos garimpos no norte do estado, na região de Ametista do Sul, onde se fazem túneis na rocha inalterada, trabalhando com dinamite, até localizar os geodos de ametista, lá normalmente bem maiores que aqui no Garimpo da Família Silvestro.
A qualidade das ametistas deste garimpo é especialmente boa para queima, pois não é qualquer ametista que queima. Estas aqui queimam muito bem, dando uma grande variação de cor, com 8 a 9 tons de cores diferentes. Por isto as ametistas daqui são conhecidas no estado inteiro como "pedras de Caxias".
A produção é extraída e vendida de uma forma bruta para comerciantes de pedras de Soledade, Lajeado e em Estrela, estes fazem todo beneficiamento das pedras para revenda. O local não possui estrutura para visitação e revenda.
As antigas áreas de extração, são devidamente reconstituídas recuperadas e plantadas.
Edição: Guia de Caxias do Sul
Atualização ano: 2026
Fonte: Família Silvestro e https://www.ufrgs.br/museumin/MINSilvestre.htm
Fotos: Divulgação Guia de Caxias do Sul e acervo CitriSerra